Durante paralisação, servidores públicos fazem manifestação e interrompem sessão da Câmara de São Sebastião

São Sebastião, quarta-feira, 25 de maio de 2016


Sindserv
 


Sem resposta da administração municipal, a categoria decidiu em assembleia por nova paralisação no dia 31, com início da manifestação às 7h 

Cerca de 300 servidores públicos de São Sebastião fizeram manifestação nesta terça-feira (24), durante a paralisação de um dia, aprovada em assembleia extraordinária. Na luta por reposição salarial desde 2014, a categoria iniciou os protestos às 8h, em frente ao Paço Municipal, e realizou uma passeata pelas principais ruas da cidade. O ato terminou na Câmara Municipal, onde os trabalhadores interromperam a sessão, por volta das 19h, e exigiram que se ‘tranque as pautas’ de interesse do Executivo até que o prefeito conceda os direitos constitucionais. 

Ainda na Câmara, a categoria cobrou novamente que a Casa instaurasse uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), que precisa de ao menos quatro vereadores, para a apuração da folha de pagamento. “Queremos saber realmente quantos comissionados existem. Se o prefeito alega que a folha passa dos 48% e já recebeu um alerta do Tribunal de Contas, que ele faça os cortes necessários para cumprir com os direitos dos servidores”, afirma a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Sebastião (Sindserv), Audrei Guatura. 

Segundo o Sindserv, trabalhadores estatutários, celetistas, contratados por processo seletivo de diversos setores estavam reunidos na manifestação. Algumas escolas não funcionaram nesta terça-feira, como a E.M. Professor Antônio Luiz Monteiro, em Boiçucanga, e a E.M. Edileusa Brasil Soares de Souza, em Maresias, ambas na Costa Sul da cidade. 

Os trabalhadores ainda pediram o apoio da população e do comércio local durante a passeata e pararam a principal via de acesso da cidade por aproximadamente 15 minutos. Ao retornarem ao Paço Municipal, os manifestantes foram impedidos de entrar no prédio público e os que estavam dentro do local não conseguiram sair de imediato, pois as portas foram fechadas pela administração.


A presidente do Sindserv ainda afirma que os servidores, tanto da prefeitura quanto da Fundação de Saúde Pública, estão cansados das desculpas do prefeito que atrela a reposição de salário à liberação do IPTU da Petrobras. “Mesmo com a liberação em Juízo de quase R$ 12 milhões da Estatal no início do ano a categoria teve 0% de aumento. Agora mais R$ 15.778.705,14 do IPTU da Petrobras, em processo judicial com a prefeitura, já foram liberados e estão nos cofres desde 13 de maio, de acordo com o portal da transparência. São mais de R$ 26 milhões que entraram e se ficarmos quietos vai continuar a ‘enrolação’”, afirma. 

Nova paralisação 

Na tarde desta terça-feira (24), na Praça da Igreja Matriz, no Centro da cidade, os servidores públicos se reuniram em assembleia extraordinária e decidiram paralisar novamente os trabalhos na próxima terça-feira (31), caso não recebam a reposição salarial que se acumula desde 2014, somando 22,71%. 

De acordo com o Sindserv, foi aprovado que no dia da paralisação ocorrerá uma grande manifestação, com concentração às 7h, em frente ao Supermercado Pão de Açúcar, na Avenida Guarda Mor Lobo Viana, para início da passeata. Também foi deliberado que o movimento irá interromper temporariamente o tráfego da principal via de acesso da cidade em dois horários, às 7h e às 17h, e depois os trabalhadores seguirão para a Câmara Municipal. Ainda no dia 31, será feita nova assembleia extraordinária, às 16h, na Praça da Igreja Matriz. 

Conforme informações do Sindserv, os servidores públicos de São Sebastião acumulam uma perda salarial de 22,71% desde 2014 e estão lutando pela valorização da categoria por serviços públicos de qualidade. Dentro da campanha salarial 2015/2016, os trabalhadores cobram repasse da inflação do ano passado mais as correções (11,52%) e reposição de 11,19% referente ao ano de 2016. Também foi aprovado o reajuste do vale alimentação de R$ 240 para R$ 300, bem como o vale refeição de R$ 16 (por dia) para R$ 25 (por dia).

 

ATENÇÃO SERVIDORES MUNICIPAIS !!!

São Sebastião, terça-feira, 24 de maio de 2016


Sindserv
 


Os servidores públicos estatutários e celetistas de São Sebastião acumulam uma perda salarial de 22,71% desde 2014 e estão lutando pela valorização da categoria e por serviços públicos de qualidade.

O Sindserv tentou todo tipo de negociação com a administração e o prefeito continua afirmando que sem o IPTU da Petrobras não pode oferecer nenhuma reposição salarial. 

Cansados da mesma desculpa, durante a manifestação do dia 17, os servidores decidiram fazer paralisação de um dia nesta terça-feira (dia 24). A categoria está em grande manifestação em frente ao paço municipal, desde 8h, para cobrar os direitos. 

Ainda nesta terça-feira, haverá assembleia extraordinária, na Praça da Igreja Matriz, às 16h. 

Quando não existe investimento no serviço público e nos servidores é a população que a administração está deixando de lado.
 

É hora de mostrar a força do servidor. Participe. 

Sindserv, há 26 anos lutando pelos direitos do servidor!!

Durante manifestação na Câmara, servidores exigem inquérito para apurar ‘cabide de emprego’ e ‘funcionários fantasmas’

São Sebastião, terça-feira, 24 de maio de 2016


Sindserv
Manifestação na Câmara Municipal
 


Trabalhadores querem também que se ‘tranque a pauta’ para projetos do executivo e aprovaram paralisação de um dia para esta terça-feira (24) 

A última sessão de Câmara em São Sebastião foi movimentada e se espera mais manifestações nesta terça-feira (24). Isso porque, os servidores públicos estatutários e celetistas pararam a plenária e decidiram não cessar os protestos até que se tenha um posicionamento efetivo dos vereadores e que o prefeito Ernane Primazzi (PSC) conceda a reposição salarial da categoria. 

“Não vamos recuar, nesta terça-feira (24) será feita a paralisação de um dia e estaremos às 8h, em frente ao Paço Municipal. Depois vamos seguir em passeata e faremos o que for preciso para exigir nossos direitos”, afirma a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Sebastião (Sindserv), Audrei Guatura. 

Durante a mobilização, os servidores públicos exigiram que a Câmara instaurasse uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), que precisa de ao menos quatro vereadores, para a apuração da folha de pagamento. Proposta que no mesmo dia foi aprovada pelos trabalhadores em assembleia extraordinária. 

“Queremos saber quantos comissionados são nesse ‘cabide de empregos’ e quantos ‘funcionários fantasmas’ existem e que podem ser cortados já que falam que não tem dinheiro para repor o salário do servidor”, completa o diretor do Sindserv, Ivan Moreira Silva. 

“Além da CEI, que sabemos que é um processo demorado, precisamos de algo efetivo agora, como a proposta do vereador Gleivison de ‘trancar a pauta’. A ideia de barrar os projetos do executivo é ótima, lembrando que a Casa é composta por um terço de servidores municipais”, reivindica Audrei durante assembleia. 

“Os 6,28% que recebemos o ano passado era para ter sido dado em 2014. Ainda recebemos sem nenhuma correção e depois não tivemos mais nada. Este ano todos os municípios vizinhos fizeram o reajuste”, destaca a presidente e conclui que a reposição tem que ocorrer até 31 de maio e que depois desta data, por força da Lei, não é mais permitida. “Depois da posse do eleito não se pode conceder mais nada”. 

Requerimento 

Na sessão da Câmara, foi apresentado o requerimento 204/2016 do vereador professor Gleivison Gaspar (PMDB) em apoio à categoria: “Diante das negativas sistemáticas, requer ao executivo a reavaliação do orçamento municipal visando à efetivação do reajuste aos servidores públicos”. 

O professor Gleivison ainda mostra que vários requerimentos sobre o reajuste já foram apresentados pelo vereador desde 2014. “O servidor tem sido massacrado, hora pelo silêncio, hora pelas mentiras, hora pelo ‘jogo de empurra’ que se faz. Faltam menos de 300 dias para esta gestão encerrar. Façam um esforço sobrenatural para sair de maneira mais digna”, frisou. 

O vereador Jair Pires (PRP) demonstrou apoio ao pedido dos servidores e pediu ao presidente da Câmara, Luiz Antônio de Santana Barroso “Coringa” (PSD), que forme uma equipe junto ao corpo técnico da Casa de Leis para analisar as contas. Após aprovação do pedido, “Coringa” justifica: “Eu tenho me empenhado. A Câmara não pode dar o reajuste, pois são poderes independentes, mas espero realmente que saia o dinheiro”. 

Já o vereador Reinaldo Alves Moreira Filho “Reinaldinho” (PSDB), citou o requerimento que fez questionando a entrada de mais de R$ 11 milhões “que ninguém sabia de onde era aquela receita e era proveniente da questão da Petrobras e existia um acordo do qual eu participei entre o prefeito e o funcionalismo de que qualquer dinheiro da Petrobras serviria para repassar aos servidores”. 

O vereador Onofre Neto ainda frisou que estão para serem liberados mais aproximadamente R$ 15 milhões do IPTU da Petrobras depositados em Juízo e que pode ser difícil a prefeitura conceder o total de reposição exigido, mas algo poderia ser oferecido dentro dos recursos disponíveis. 

Ercílio de Souza (PSD) destaca que os servidores são fundamentais para a economia da cidade que está parada. “Os funcionários estão sem poder de compra. A gasolina está subindo um absurdo, o arroz com feijão está caro e eles estão sem os 20% que é direito deles”. Já Edivaldo Pereira Campos “Teimoso” (PSB), completa que o servidor não pode ficar refém da Petrobras. 

A sessão foi interrompida e o fechamento da Casa de Leis durante a mobilização causou revolta aos servidores. Em seguida, os vereadores Jair Pires, Reinaldinho, Neto e Gleivison, foram para a rua lateral da Câmara e se juntaram aos servidores durante a assembleia. 

Luta por direitos 

Segundo o Sindserv, são 22,71% de perda salarial nos últimos três anos. Dentro da campanha salarial 2015/2016, os trabalhadores cobram repasse da inflação do ano passado mais as correções (11,52%) e reposição de 11,19% referente ao ano de 2016. Também foi aprovado o reajuste do vale alimentação de R$ 240 para R$ 300, bem como o vale refeição de R$ 16 (por dia) para R$ 25 (por dia), além de melhores condições de trabalho por um serviço público de qualidade. 

Na última terça-feira (17), cerca de 200 servidores ocuparam o pátio interno do Paço Municipal para exigir os direitos constitucionais. Sem resposta, seguiram em passeata pelas principais ruas do Centro da cidade até a Câmara Municipal. Em seguida foi realizada a assembleia extraordinária, onde decidiram a paralisação e nova manifestação para o dia 24.

Servidores de São Sebastião fazem manifestação por reposição salarial

São Sebastião, quarta-feira, 18 de maio de 2016


Sindserv
 


Cerca de 200 trabalhadores participaram do ato e decidiram em assembleia uma paralisação na próxima terça-feira (24)

Os servidores públicos municipais de São Sebastião realizaram uma manifestação nesta terça-feira (17) para reivindicar reposição salarial da categoria e melhores condições de trabalho. O ato teve início às 16h com a ocupação do pátio interno do Paço Municipal para exigir do prefeito Ernane Primazzi (PSC) os direitos constitucionais. Sem resposta, cerca de 200 trabalhadores seguiram em passeata pelas principais ruas do Centro da cidade até a Câmara Municipal, onde cobraram um posicionamento efetivo dos vereadores.

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Sebastião (Sindserv), a administração municipal acumula débitos com a categoria desde 2014, somando 22,71% de perda salarial nos últimos três anos. Dentro da campanha salarial 2015/2016, os trabalhadores cobram repasse da inflação do ano passado mais as correções (11,52%) e reposição de 11,19% referente ao ano de 2016. Também foi aprovado o reajuste do vale alimentação de R$ 240 para R$ 300, bem como o vale refeição de R$ 16 (por dia) para R$ 25 (por dia).


Durante a mobilização dos servidores na sessão da Câmara, foi apresentado o requerimento 204/2016 do vereador Professor Gleivison Gaspar (PMDB) em apoio à categoria: “Diante das negativas sistemáticas, requer ao executivo a reavaliação do orçamento municipal visando à efetivação do reajuste aos servidores públicos”. 

O requerimento foi aprovado por unanimidade e ainda contou com posicionamento favorável do presidente da Casa, Luiz Antônio de Santana Barroso “Coringa” (PSD), e dos demais vereadores Reinaldo Alves Moreira Filho “Reinaldinho” (PSDB), Jair Pires (PRP), Edivaldo Pereira Campos “Teimoso” (PSB), Ercílio de Souza (PSD) e do Onofre Santos Neto (DEM).

O vereador Onofre Neto ainda frisou que estão para serem liberados para a prefeitura mais aproximadamente R$ 15 milhões do IPTU da Petrobras depositados em Juízo e que pode ser difícil a administração conceder o total de reposição exigido, mas poderia ser feito algum tipo de reajuste de acordo com os recursos disponíveis. 

A presidente do Sindserv, Audrei Guatura, afirma que os servidores estão cansados das desculpas do prefeito que atrela a reposição de salário à liberação do IPTU da Petrobras. “Mesmo com a liberação em Juízo de quase R$ 12 milhões da Estatal no início do ano a categoria teve 0% de aumento. Se ficarmos quietos vai continuar a ‘enrolação’”, afirma.

Nova mobilização

O ato dos servidores terminou com uma assembleia extraordinária na rua lateral da Câmara Municipal. A categoria deliberou por não recuar até que os direitos sejam concedidos e aprovaram a paralisação de um dia, que será realizada na próxima terça-feira (24), com concentração às 8h no Paço Municipal, depois com passeata pelas principais ruas da cidade e término na Câmara Municipal. Conforme informações do Sindserv, a Casa se comprometeu a convocar o prefeito para uma reunião com a diretoria do Sindicado no mesmo dia.